Blog Jurídico

Suas dúvidas de Direito,
explicadas sem juridiquês

Artigos e perguntas respondidas pela equipe da PSA Advocacia — e uma IA jurídica para o que você não encontrar. Entenda seus direitos antes de decidir o próximo passo.

Direito de Trânsito
Suspensão da CNH: como funciona o processo e como se defender

A suspensão da CNH por pontos ou por infração específica exige processo administrativo com direito de defesa. Conheça as etapas, prazos e argumentos.

15 de julho de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Fui intimado para depor na delegacia. E agora?

Recebeu intimação para depor na delegacia? Entenda a diferença entre testemunha e investigado, se é obrigado a comparecer e por que ir acompanhado de advogado.

13 de julho de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Divórcio: quanto tempo demora e como funciona cada modalidade?

Divórcio em cartório pode sair em dias; o consensual judicial, em semanas; o litigioso pode levar anos. Entenda as diferenças, custos e caminhos.

10 de julho de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Benefício do INSS negado: o que fazer agora?

Pedido indeferido pelo INSS não é o fim: cabe recurso administrativo e ação judicial. Veja os motivos mais comuns de negativa e os prazos de cada caminho.

8 de julho de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Fui demitido sem justa causa: quais valores tenho para receber?

Demissão sem justa causa dá direito a saldo de salário, aviso prévio, 13º e férias proporcionais, multa de 40% do FGTS e seguro-desemprego. Veja a lista completa.

6 de julho de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Sociedade sem acordo de sócios: a briga que ainda não aconteceu

Saída de sócio, falecimento, divórcio, impasse na gestão: o acordo de sócios resolve no papel o que depois custaria anos de processo. Entenda o que ele deve prever.

3 de julho de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Nome negativado indevidamente: como limpar e ser indenizado

Negativação por dívida paga, inexistente ou fraude gera direito à exclusão imediata e indenização por dano moral. Veja o passo a passo.

1 de julho de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Prisão em flagrante: o que a família deve fazer nas primeiras 24 horas

Um familiar foi preso em flagrante? As primeiras 24 horas são decisivas: audiência de custódia, direitos do preso e o papel do advogado. Guia prático.

29 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Usucapião: quando quem ocupa o imóvel vira dono de verdade

Mora há anos em imóvel sem escritura? A usucapião regulariza a propriedade. Conheça as modalidades, prazos de 2 a 15 anos e o caminho extrajudicial.

26 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Recebi uma execução fiscal: posso perder meus bens?

Citado em execução fiscal? Entenda os prazos, o que pode ser penhorado, o que é impenhorável e as defesas possíveis — da exceção de pré-executividade aos embargos.

24 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Trabalhei sem registro na carteira: quais são meus direitos?

Trabalho sem carteira assinada não elimina seus direitos: o vínculo pode ser reconhecido na Justiça com FGTS, 13º, férias e INSS de todo o período. Saiba como provar.

22 de junho de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Progressão de regime: como funciona e quando há direito

Fechado, semiaberto, aberto: entenda os percentuais da Lei 13.964/2019 (Pacote Anticrime), o papel do bom comportamento e por que o acompanhamento acelera a progressão.

19 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Aposentadoria por invalidez: quem tem direito e como comprovar

A aposentadoria por incapacidade permanente exige incapacidade total e definitiva para o trabalho. Entenda requisitos, carência, perícia e o adicional de 25%.

17 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Pensão alimentícia: como é calculada e o que fazer quando não é paga

Não existe percentual fixo em lei: a pensão segue o binômio necessidade × possibilidade. Veja como funciona o cálculo e as formas de cobrança — inclusive prisão.

15 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Cliente não paga: o caminho jurídico da cobrança eficiente

Da notificação extrajudicial ao protesto e à execução: as etapas da cobrança empresarial, o que muda conforme o documento da dívida e como não perder o prazo.

12 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Dívida prescreve? Quando a cobrança se torna abusiva

Dívidas comuns prescrevem em 5 anos: o nome sai dos cadastros e a cobrança judicial fica impossível. Entenda o que muda, o que continua e os limites do credor.

10 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Audiência de custódia: o que é e por que ela pode definir o caso

A audiência de custódia acontece em até 24h após a prisão e pode resultar em liberdade provisória. Entenda como funciona e o que o juiz avalia.

8 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
Multa injusta: o passo a passo para recorrer (e os erros que anulam autuações)

Defesa prévia, JARI e CETRAN: as três chances de cancelar uma multa. Veja os vícios formais mais comuns nos autos de infração e os prazos de cada fase.

5 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Abertura de empresa: como escolher o tipo societário certo

MEI, EIRELI (extinta), sociedade limitada, SLU: veja as diferenças de responsabilidade, custo e burocracia entre os principais tipos de empresa no Brasil.

4 de junho de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Empresa inabilitada ou desclassificada em licitação: como recorrer

Inabilitação e desclassificação têm prazos curtos de recurso — 3 dias úteis na Lei 14.133/2021. Veja as falhas mais comuns dos pregoeiros e como reverter.

3 de junho de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Impostos pagos a mais: como pedir a restituição dos últimos 5 anos

Pessoas e empresas pagam tributos indevidos com frequência — de INSS sobre verbas indenizatórias a ICMS na conta de luz. Saiba como recuperar os últimos 5 anos.

1 de junho de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Nova Lei de Licitações (14.133/21): as principais mudanças na prática

Diálogo competitivo, matriz de risco, seguro-garantia até 30%: veja o que mudou com a nova lei e o que empresas licitantes precisam saber.

30 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Distrato de imóvel na planta: quanto a construtora pode reter?

A Lei do Distrato limita a retenção da construtora em até 25% (ou 50% em incorporações a preço de custo). Veja como funciona a devolução dos valores pagos.

28 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
BPC/LOAS: quem tem direito ao benefício de um salário mínimo

O BPC paga um salário mínimo a idosos 65+ e pessoas com deficiência de baixa renda, sem exigir contribuição ao INSS. Veja os requisitos e como pedir.

27 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Assédio moral no trabalho: como identificar, provar e o que pedir

Humilhações, metas vexatórias, isolamento e ameaças constantes configuram assédio moral. Saiba como documentar e quais direitos o trabalhador tem.

25 de maio de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Livramento condicional: requisitos e como funciona

Antecipa a liberdade sob condições, sem esperar o fim da pena. Veja os requisitos objetivos e subjetivos e o que pode revogar o benefício.

25 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
Acidente de trânsito com vítima: responsabilidades e direitos

Culpa, seguro, indenização por danos materiais e morais: veja como se apuram as responsabilidades em um acidente de trânsito e o que a vítima pode cobrar.

24 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Cobrança indevida: quando você tem direito à devolução em dobro

Pagou uma cobrança que não devia? O CDC garante devolução em dobro do valor, corrigido, salvo engano justificável do fornecedor. Veja como funciona.

21 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Comprei um imóvel com problemas: quais são os meus direitos?

Vícios ocultos, atraso na entrega, distrato e dívidas escondidas do vendedor: veja o que fazer em cada situação na compra de imóvel novo ou usado.

20 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Recuperação judicial: quando é indicada para a empresa

Antes da falência, a recuperação judicial suspende cobranças e permite renegociar dívidas em bloco. Veja os requisitos e como funciona o plano de recuperação.

20 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Guarda compartilhada ou unilateral: qual a diferença na prática?

Guarda compartilhada é a regra no Brasil e não significa dividir a semana ao meio. Entenda a diferença para a convivência, a pensão e as decisões sobre os filhos.

18 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Exclusão do Simples Nacional: como recorrer quando é indevida

Débitos, divergências cadastrais ou atividade impeditiva podem levar à exclusão do Simples. Veja os prazos de impugnação e como regularizar antes do desenquadramento.

18 de maio de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Empresa desclassificada em licitação: como recorrer

Prazo, fundamentação e efeito suspensivo: veja como funciona o recurso administrativo contra desclassificação de proposta em processo licitatório.

16 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Aposentadoria por tempo de contribuição ou por idade: qual escolher?

Após a Reforma da Previdência de 2019, as regras mudaram bastante. Veja as principais modalidades disponíveis hoje e qual pode ser mais vantajosa no seu caso.

14 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Locação de imóvel: direitos e deveres do inquilino e do locador

Reajuste, garantias locatícias, reformas e devolução do imóvel: veja o que a Lei do Inquilinato garante para cada lado do contrato de aluguel.

14 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Horas extras: como calcular e provar o que a empresa não pagou

Horas extras não pagas são uma das cobranças mais comuns na Justiça do Trabalho. Veja como calcular o valor devido e quais provas sustentam o pedido.

11 de maio de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Remição de pena pelo trabalho e pelo estudo: como comprovar e requerer

A cada 3 dias trabalhados ou 12h estudadas, 1 dia de pena é abatido. Veja como funciona o cálculo, os documentos necessários e por que muitos dias ficam sem remir.

11 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
CNH cassada: qual a diferença para a suspensão e como reaver a habilitação

Cassação é mais grave que suspensão e exige novo processo de habilitação após 2 anos. Veja as hipóteses de cassação e o que fazer para dirigir novamente.

10 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
União estável: como comprovar e quais direitos ela garante

União estável gera direitos de herança, partilha e pensão semelhantes ao casamento. Veja como comprová-la e por que formalizar por escritura evita disputas.

7 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Produto com defeito ou serviço mal feito: seus direitos como consumidor

Vício aparente ou oculto: veja os prazos para reclamar, as opções de troca, reparo ou devolução do dinheiro, e quando cabe indenização por danos.

7 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Dissolução de sociedade: como sair de uma sociedade empresarial

Retirada amigável, exclusão de sócio ou dissolução total: veja os caminhos para encerrar uma sociedade ou a participação de um sócio, e como apurar haveres.

6 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Inquérito policial e ação penal: qual a diferença?

Inquérito é investigação, ação penal é o processo em si. Entenda as fases, prazos e por que ter advogado desde o inquérito muda o rumo do caso.

4 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
IPTU cobrado a mais: como contestar o valor venal do imóvel

Valor venal superestimado gera IPTU acima do devido. Veja como pedir revisão administrativa e, se necessário, judicial, além dos prazos para reaver valores pagos.

4 de maio de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Impugnação de edital: quando e como apresentar

Cláusulas restritivas, exigências desproporcionais, especificações direcionadas: veja como identificar irregularidades no edital e o prazo para impugnar.

2 de maio de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Revisão da vida toda: ainda vale a pena pedir?

A tese que inclui salários anteriores a julho de 1994 no cálculo do benefício segue discutida nos tribunais. Veja quem ainda pode se beneficiar e como verificar.

30 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Vícios de construção: o que fazer quando o imóvel novo tem defeito

Rachaduras, infiltrações e problemas estruturais têm garantia legal de até 5 anos com a construtora. Veja os prazos conforme o tipo de vício e como cobrar o reparo.

30 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Demissão por justa causa: quais são as hipóteses e como se defender

A justa causa é a pena máxima da CLT e exige prova robusta. Veja as hipóteses do art. 482, os requisitos de validade e como reverter uma justa causa injusta.

27 de abril de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Saída temporária: quem tem direito e quais são as regras

No regime semiaberto, a saída temporária permite visitar a família e participar de atividades educativas. Veja requisitos, prazos e o que pode cancelar o benefício.

27 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
Embriaguez ao volante: consequências administrativas e penais

Recusa ao bafômetro, exame de sangue e crime de embriaguez: veja o que a lei prevê nas esferas administrativa e criminal, e as possibilidades de defesa.

26 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Inventário: extrajudicial ou judicial? Veja qual o seu caso

Sem testamento e com herdeiros de acordo, o inventário pode ser feito em cartório em semanas. Entenda quando ele precisa ser judicial e os prazos legais.

23 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Ação de despejo: como funciona e quanto tempo demora

Falta de pagamento, fim de contrato, uso próprio: veja as hipóteses de despejo, os prazos de desocupação e o que o inquilino pode fazer para se defender.

23 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Acordo de sócios: como proteger o negócio de conflitos futuros

Cláusulas de não concorrência, direito de preferência, tag along e drag along: veja o que um bom acordo de sócios deve prever para evitar disputas.

22 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
ANPP: o que é o acordo de não persecução penal e quem tem direito

O ANPP evita o processo penal em crimes sem violência e pena mínima até 4 anos. Veja os requisitos, as condições impostas e o que acontece se for descumprido.

20 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Certidão negativa de débitos: como regularizar pendências para consegui-la

CND bloqueada trava financiamentos, licitações e vendas de imóveis. Veja os caminhos para regularizar débitos e obter certidão positiva com efeito de negativa.

20 de abril de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Penalidades administrativas: impedimento de licitar e declaração de inidoneidade

Multa, suspensão e inidoneidade têm efeitos bem diferentes para a empresa. Veja os prazos, o direito de defesa e como uma penalidade pode ser revertida.

18 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Auxílio-doença: como pedir e o que fazer contra a alta programada indevida

O INSS pode marcar data de cessação do benefício sem nova perícia (alta programada). Saiba como pedir prorrogação e contestar quando a incapacidade persiste.

16 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Taxas de condomínio atrasadas: como o síndico pode cobrar e o que o morador pode alegar

Cobrança judicial, multa, penhora do imóvel: veja os limites da cobrança condominial e as defesas possíveis contra valores indevidos.

16 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Rescisão indireta: quando o empregado pode "demitir" a empresa

Atraso de salário, assédio, риsco à saúde: veja as hipóteses do art. 483 da CLT que permitem ao trabalhador sair recebendo como se fosse demitido sem justa causa.

13 de abril de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Indulto e comutação de pena: o que são e como funcionam

O decreto de indulto (geralmente de fim de ano) pode extinguir ou reduzir penas. Entenda a diferença entre indulto e comutação, e quem costuma ser beneficiado.

13 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
Veículo apreendido: como reaver e quais os prazos de liberação

Documentação irregular, embriaguez, excesso de peso: veja as principais causas de apreensão de veículo e o passo a passo para retirá-lo do pátio.

12 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Alienação parental: o que é e como denunciar

Denegrir a imagem do outro genitor, dificultar visitas, criar falsas memórias: veja o que a Lei 12.318/2010 considera alienação parental e as consequências.

9 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Danos morais: quando cabem e como o valor é calculado

Nem todo aborrecimento gera indenização: entenda o que caracteriza dano moral, os critérios usados pelo juiz para fixar o valor e como reunir provas.

9 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Holding familiar: proteção patrimonial e planejamento sucessório

Concentrar bens em uma empresa familiar pode reduzir custos de inventário e organizar a sucessão. Veja quando a holding faz sentido e seus principais benefícios.

8 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Suspensão condicional do processo: como funciona

Para crimes com pena mínima até 1 ano, a suspensão condicional evita a condenação mediante condições por até 4 anos. Entenda quando cabe e como pedir.

6 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Parcelamento de dívidas com a Receita Federal: como funciona

Parcelamento ordinário, especial e transação tributária: veja as opções disponíveis para regularizar débitos com a Receita e os cuidados antes de aderir.

6 de abril de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Dispensa e inexigibilidade de licitação: quais as diferenças

Nem toda contratação pública passa por licitação. Entenda quando a lei permite dispensa ou inexigibilidade, e os riscos de usar essas hipóteses incorretamente.

4 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Pensão por morte: quem tem direito e como é calculada

Cônjuge, companheiro, filhos menores: veja quem tem direito à pensão por morte, os prazos de duração do benefício e os documentos necessários para o pedido.

2 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Atraso na entrega do imóvel: quais os direitos do comprador

Após os 180 dias de tolerância, o comprador pode pedir multa, indenização por lucros cessantes ou até a rescisão do contrato. Veja como calcular o prejuízo.

2 de abril de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Empresa propôs acordo extrajudicial: vale a pena aceitar?

Acordos rápidos costumam pagar menos do que o trabalhador tem direito. Veja o que avaliar antes de assinar qualquer termo de quitação.

30 de março de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Falta grave na execução penal: consequências e como se defender

Fuga, posse de celular, agressão: a falta grave pode interromper a progressão e cancelar até 1/3 dos dias remidos. Veja o direito de defesa no procedimento disciplinar.

30 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
DPVAT: como funciona a indenização do seguro obrigatório hoje

Morte, invalidez permanente e despesas médicas têm valores fixos garantidos pelo seguro obrigatório. Veja como funciona o pedido e a documentação necessária.

29 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Adoção: passo a passo e requisitos para adotar no Brasil

Habilitação no CNA, curso obrigatório, estágio de convivência: entenda as etapas da adoção e os requisitos legais para quem quer adotar uma criança.

26 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
A outra parte descumpriu o contrato: o que fazer e como cobrar

Notificação extrajudicial, multa contratual, rescisão e ação de cobrança: veja o passo a passo para agir quando um contrato não é cumprido.

26 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Cobrança de dívidas empresariais: caminhos judiciais e extrajudiciais

Notificação, protesto, negativação e execução judicial: veja as ferramentas disponíveis para empresas cobrarem clientes e fornecedores inadimplentes.

25 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Abordagem policial: quais são os seus direitos

Busca pessoal, revista de veículo, entrada em domicílio: saiba o que a polícia pode e não pode fazer numa abordagem, e o que fazer diante de excessos.

23 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Imposto de Renda: erros comuns na declaração que levam à malha fina

Divergências entre informantes, dedução indevida de dependentes e despesas médicas mal documentadas são causas frequentes de malha fina. Veja como se defender.

23 de março de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Reequilíbrio econômico-financeiro: quando o contrato pode ser revisto

Aumento de insumos, novos tributos, fatos imprevisíveis: veja quando a empresa contratada pode pedir revisão de valores em contrato administrativo.

21 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Autônomo ou MEI: como garantir a aposentadoria contribuindo corretamente

Quem trabalha por conta própria precisa recolher o INSS por fora. Veja os planos de contribuição, os riscos de contribuir errado e como corrigir vínculos.

19 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Imóvel sem documentação regular: como regularizar a situação

Contrato de gaveta, herança sem inventário, construção sem habite-se: veja os caminhos para regularizar um imóvel e conseguir a matrícula em seu nome.

19 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Fui demitida grávida: quais são meus direitos?

A estabilidade da gestante vai da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. Demissão nesse período gera direito à reintegração ou indenização.

16 de março de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Monitoramento eletrônico (tornozeleira): regras e direitos de quem usa

A tornozeleira eletrônica substitui, em muitos casos, a prisão. Veja quando é aplicada, as obrigações do usuário e o que fazer em caso de falha do equipamento.

16 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
Exame toxicológico para motoristas profissionais: quando é exigido e o que fazer se der positivo

Categorias C, D e E exigem exame toxicológico periódico. Veja a validade, as consequências de resultado positivo e os direitos do motorista profissional.

15 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Partilha de bens: como cada regime de casamento muda o resultado

Comunhão parcial, universal, separação total: cada regime define o que entra na partilha em caso de divórcio. Entenda as diferenças antes de decidir.

12 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Caí num golpe pelo Pix: é possível recuperar o dinheiro?

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) e a responsabilidade do banco são os principais caminhos para tentar reaver valores de golpes via Pix. Veja como agir.

12 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Responsabilidade dos sócios por dívidas da empresa: quando o patrimônio pessoal é atingido

A regra é a limitação de responsabilidade, mas a desconsideração da personalidade jurídica pode atingir bens pessoais dos sócios. Veja quando isso acontece.

11 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Tráfico ou uso próprio? Como a Justiça diferencia os dois

A quantidade da droga não é o único critério: circunstâncias, local, antecedentes e a forma da apreensão pesam na diferença entre art. 28 e art. 33 da Lei de Drogas.

9 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
ITBI na compra de imóvel: quando é possível reduzir o valor

Prefeituras costumam usar valor venal de referência acima do valor real da transação. Entenda quando é possível pagar ITBI sobre o valor efetivamente pago.

9 de março de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Mandado de segurança contra ato da Administração Pública: quando cabe

Rápido e sem custas iniciais elevadas, o mandado de segurança protege direito líquido e certo violado por autoridade pública. Veja quando é a via adequada.

7 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Aposentadoria rural: requisitos e como comprovar a atividade no campo

Trabalhador rural pode se aposentar sem contribuições mensais, mas precisa provar o tempo de atividade. Veja os documentos aceitos e o papel do INCRA e do sindicato.

5 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Direito de preferência na locação: o inquilino tem prioridade na compra?

Se o proprietário decide vender o imóvel alugado, o inquilino tem direito de preferência para comprar nas mesmas condições. Veja como funciona e os prazos.

5 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Sofri acidente de trabalho: quais são meus direitos?

Acidente de trabalho garante estabilidade de 12 meses, FGTS durante o afastamento e possível indenização por danos morais e materiais. Veja o passo a passo.

2 de março de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Prisão domiciliar: quando é possível pedir

Doença grave, gestação, filho pequeno, idade avançada: veja as hipóteses legais de prisão domiciliar e como fundamentar o pedido perante a Vara de Execuções.

2 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
Multa de trânsito para empresas e frotas: como funciona a indicação de condutor

A Notificação de Autuação por Infração de Trânsito (NIC) para pessoa jurídica tem regras próprias, com multiplicação de valor se não houver indicação correta.

1 de março de 2026 · Ler artigo →
Direito Empresarial
Marca e propriedade intelectual: como proteger o nome do seu negócio

Registrar a marca no INPI evita que concorrentes usem seu nome e garante exclusividade nacional. Veja o processo, prazos e o que fazer contra uso indevido.

28 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Investigação de paternidade: como funciona o exame de DNA judicial

Recusa em fazer o exame gera presunção de paternidade. Entenda o processo de reconhecimento judicial, os efeitos e como funciona a ação de investigação.

26 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Vizinho barulhento ou obra irregular: quais são os direitos de vizinhança

Barulho excessivo, infiltração, obra sem respeitar limites: veja o que a lei garante para resolver conflitos entre vizinhos, do diálogo à ação judicial.

26 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Sofri abuso de autoridade: o que fazer e quais são meus direitos

A Lei 13.869/2019 tipifica excessos de agentes públicos como crime. Saiba o que caracteriza abuso de autoridade e como formalizar a denúncia.

23 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Planejamento tributário para pequenas empresas: o que é lícito

Elisão fiscal é diferente de sonegação: veja estratégias legais para reduzir a carga tributária de comércios, indústrias e prestadores de serviço.

23 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Licitações
Habilitação em licitação: documentos exigidos e erros mais comuns

Falhas na documentação são a principal causa de inabilitação. Veja o que costuma ser exigido e como evitar erros formais que tiram empresas competitivas da disputa.

21 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Previdenciário
Salário-maternidade: quem tem direito e como solicitar

Empregadas, autônomas, desempregadas em período de graça e até em caso de adoção: veja quem recebe salário-maternidade e os prazos para pedir.

19 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Trabalhista
Reforma trabalhista: o que realmente mudou na prática

Homologação, jornada 12x36, trabalho intermitente, acordo individual sobre coletivo: entenda os pontos da reforma que mais afetam o dia a dia do trabalhador.

16 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Detração penal: como o tempo preso antes da condenação é descontado

Prisão provisória, preventiva ou internação: veja como esse tempo entra no cálculo da pena e por que conferir o atestado de pena evita cumprimento além do devido.

16 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito de Trânsito
Pontuação da CNH: como consultar o prontuário e evitar a suspensão antes que ela ocorra

Acompanhar o prontuário no Detran evita surpresas: veja como consultar pontos, prazos de prescrição de infrações e estratégias legais para não chegar à suspensão.

15 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito de Família
Medidas protetivas da Lei Maria da Penha: como pedir e o que garantem

Afastamento do agressor, proibição de contato, urgência de até 48h: veja como funcionam as medidas protetivas e o que fazer em caso de descumprimento.

12 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Imobiliário
Despejo por falta de pagamento: o passo a passo para o proprietário

Do aviso ao inquilino até a reintegração de posse: veja o roteiro completo da ação de despejo por inadimplência, incluindo a cobrança dos aluguéis atrasados.

12 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Criminal
Habeas corpus: quando cabe e como funciona na prática

Remédio constitucional para proteger a liberdade de ir e vir, o HC pode ser usado contra prisão ilegal, excesso de prazo e até para trancar investigações abusivas.

9 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Tributário
Multas fiscais abusivas: quando podem ser reduzidas ou anuladas

Multas de até 150% sobre o tributo são comuns em autuações fiscais. Veja quando o Judiciário reconhece caráter confiscatório e reduz a penalidade.

9 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Licitações
ME e EPP em licitações: os benefícios da Lei Complementar 123

Empate ficto, prioridade de contratação e prazo extra para regularizar certidões: veja os privilégios que micro e pequenas empresas têm em licitações públicas.

7 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Direito Cível
Cláusulas abusivas em contratos: quando são nulas de pleno direito

Contratos de adesão têm limites legais claros. Veja quais cláusulas o CDC considera nulas e como isso afeta contratos de plano de saúde, financiamento e locação.

5 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Execução Penal
Prisão domiciliar humanitária: como funciona para idosos e doentes graves

Quando o sistema prisional não oferece tratamento adequado, a prisão domiciliar humanitária pode ser concedida mesmo fora das hipóteses típicas da lei. Entenda o pedido.

2 de fevereiro de 2026 · Ler artigo →
Perguntas & Respostas

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Não. No Brasil a única prisão civil por dívida admitida é a do devedor de pensão alimentícia (art. 5º, LXVII, da Constituição). Dívidas de cartão, empréstimo, aluguel ou cheque não geram prisão — quem ameaça prisão por dívida comum comete abuso.
Em regra, a liberdade é o caminho natural para réus primários em crimes sem violência ou grave ameaça, com residência fixa e ocupação lícita. Mas não é automático: o juiz analisa os requisitos da prisão preventiva em cada caso. A atuação da defesa na audiência de custódia é decisiva.
Furto (art. 155 do CP) é subtrair a coisa sem violência — como um celular deixado na mesa. Roubo (art. 157) envolve violência ou grave ameaça à pessoa — e por isso a pena é muito maior (4 a 10 anos, contra 1 a 4 do furto).
Peça para ler o mandado (ele indica o endereço e o que se busca), acompanhe a diligência sem obstruir e não assine nada sem ler. A busca domiciliar só pode ocorrer durante o dia, salvo flagrante. Anote os nomes dos agentes e chame um advogado imediatamente.
É um valor pago para responder ao processo em liberdade. Para crimes com pena máxima de até 4 anos, o próprio delegado pode arbitrar na delegacia; acima disso, só o juiz. Quem não tem condições de pagar pode ter a fiança dispensada judicialmente — a pobreza não pode manter ninguém preso.
A certidão de antecedentes para fins civis (empregos, concursos) deixa de apontar condenações após o cumprimento ou extinção da pena, com a reabilitação. Para fins policiais e judiciais, os registros permanecem, mas a condenação antiga (mais de 5 anos após o cumprimento) não gera reincidência.
Sim. A lesão corporal é crime (art. 129 do CP) — registre boletim de ocorrência e faça exame de corpo de delito o quanto antes, pois ele é a prova principal. Além da esfera criminal, cabe ação cível de indenização por danos morais e materiais (despesas médicas, dias parados).
É um acordo entre o Ministério Público e o investigado que confessa crime sem violência com pena mínima inferior a 4 anos: cumprem-se condições (reparar o dano, prestar serviços, pagar prestação pecuniária) e o processo nem chega a existir — sem condenação e sem antecedentes.
O processo penal exige citação — pessoal, em regra. Se o réu não é encontrado, pode ser citado por edital e o processo fica suspenso. Mas há situações de defesa falha ou endereço errado em que a pessoa descobre tarde: nesses casos, cabe revisão criminal ou habeas corpus para anular atos.
Sim. A ameaça (art. 147 do CP) por mensagem, áudio ou rede social é crime e os prints servem de prova — guarde-os sem apagar a conversa original. Registre boletim de ocorrência; em contexto de violência doméstica, cabem medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha.
No interrogatório (na polícia ou em juízo) você tem direito constitucional de permanecer em silêncio sobre os fatos, sem que isso seja usado contra você. É obrigado apenas a se identificar corretamente. A orientação prévia de um advogado define o que convém ou não declarar.
Menores não cometem crime, mas ato infracional, regido pelo ECA. As medidas vão de advertência a internação por até 3 anos. O adolescente tem direito a defesa técnica em todas as fases, e os pais devem ser comunicados imediatamente da apreensão.
Flagrante próprio é ser pego cometendo ou logo após o crime; impróprio, ser perseguido logo depois; e presumido, ser encontrado pouco tempo depois com objetos que indiquem autoria (art. 302 do CPP). Em qualquer tipo, a prisão deve ser comunicada em até 24 horas ao juiz.
Não. Exige, além dos requisitos gerais (garantia da ordem pública, aplicação da lei penal, conveniência da instrução), que o crime tenha pena máxima superior a 4 anos, envolva violência doméstica, reincidência ou dúvida sobre a identidade do investigado (arts. 312 e 313 do CPP).
É a apresentação do preso em flagrante a um juiz em até 24 horas, para verificar a legalidade da prisão e se houve maus-tratos. O juiz decide entre soltura, medidas cautelares alternativas (comparecimento periódico, monitoramento) ou manutenção da prisão preventiva.
Sim. A gravação feita por um dos próprios participantes da conversa é lícita e pode ser usada como prova, mesmo sem autorização do outro (entendimento consolidado do STF). Diferente é interceptar conversa alheia sem participar dela, o que exige autorização judicial.
Em quase tudo, sim: partilha de bens adquiridos na constância (comunhão parcial, salvo contrato), pensão, herança e direitos previdenciários. A diferença prática é a prova — o casamento tem certidão; a união estável às vezes precisa ser reconhecida judicialmente. Formalizar por escritura evita disputas.
Depende do regime de bens e de quando o imóvel foi adquirido. Na comunhão parcial (regra), o que foi comprado durante o casamento se divide meio a meio, mesmo que esteja no nome de um só. Bens anteriores, heranças e doações não entram na partilha.
Não. Convivência e pensão são direitos independentes — do filho, não dos pais. Impedir visitas por causa de pensão atrasada é ilegal e pode caracterizar alienação parental; o caminho correto é executar a pensão judicialmente.
Sim, mas em caráter complementar e subsidiário: só quando o genitor não pode pagar (desemprego comprovado, falecimento, paradeiro desconhecido). A obrigação dos avós não substitui automaticamente a do pai ou mãe — é preciso demonstrar a impossibilidade deles.
O prazo legal para iniciar é de 2 meses a contar do falecimento — em São Paulo, o atraso gera multa de 10% sobre o ITCMD (20% após 180 dias). Herdeiros de acordo e sem menores podem fazer inventário em cartório, bem mais rápido que o judicial.
Só nas hipóteses graves previstas em lei (tentativa de morte, injúria grave, abandono) e por testamento com o motivo declarado. Fora isso, 50% do patrimônio (a legítima) pertence obrigatoriamente aos herdeiros necessários — filhos, cônjuge e pais. Da outra metade você dispõe livremente.
Existe, mas é exceção: cabe quando um dos cônjuges não tem meios de se sustentar e há necessidade comprovada — em geral por prazo determinado, até a reinserção no mercado. Pensão vitalícia entre ex-cônjuges é rara, reservada a situações de idade avançada ou incapacidade.
A pensão não cessa automaticamente na maioridade — é preciso decisão judicial. Para filhos cursando faculdade ou curso técnico, a jurisprudência costuma manter a pensão até o fim dos estudos (por volta dos 24 anos). O pagador deve pedir a exoneração judicialmente; nunca simplesmente parar de pagar.
Não há idade mágica na lei. A opinião da criança ganha peso com a maturidade — costuma ser ouvida a partir dos 12 anos — mas quem decide é o juiz, pelo melhor interesse do menor, com apoio de estudo psicossocial. A vontade do adolescente é um fator relevante, não uma sentença.
Não existe prazo mínimo — nem "2 anos", como se diz por aí. O que caracteriza a união estável é a convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituir família. Namoro longo sem vida em comum não configura; convivência de 1 ano com essa intenção pode configurar.
Sim, especialmente para quem tem filhos de relacionamentos diferentes, empresa, companheiro(a) sem casamento formal, ou quer beneficiar alguém específico. Você pode dispor de até 50% do patrimônio livremente. O testamento público, feito em cartório, é o mais seguro contra questionamentos.
Não. O divórcio é direito potestativo: basta um querer. A recusa do outro não impede o fim do casamento — apenas transforma o processo em litigioso, no qual partilha, pensão e guarda serão decididos pelo juiz. Ninguém permanece casado contra a vontade.
É a regra geral desde a Lei 13.058/2014: ambos os pais decidem juntos sobre a vida do filho, mesmo sem consenso entre eles. Só não se aplica quando um dos genitores declara não querer a guarda ou há risco comprovado à criança, como violência doméstica.
Mudanças que dificultem a convivência com o outro genitor podem exigir concordância dele ou autorização judicial prévia. Levar o filho sem esse cuidado pode gerar ação de busca e apreensão e até revisão da guarda — o ideal é sempre buscar acordo ou decisão judicial antes.
Cabe execução de alimentos, que pode seguir o rito da prisão civil (parcelas dos últimos 3 meses, com risco de prisão de 1 a 3 meses) ou o rito da penhora de bens e salário para as parcelas mais antigas. A inclusão do devedor em cadastros de inadimplentes também é possível judicialmente.
Não. A união estável exige convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo declarado de constituir família — não apenas tempo de relacionamento. Um namoro, mesmo de anos, sem vida em comum e essa intenção, não gera os efeitos patrimoniais da união estável.
Durante o afastamento por atestado o contrato está interrompido e a demissão nesse período é, em regra, considerada inválida ou gera indenização. Afastados pelo INSS (auxílio-doença) não podem ser demitidos, e no acidente de trabalho há estabilidade de 12 meses após o retorno.
A CLT permite no máximo 2 horas extras por dia (art. 59), pagas com adicional mínimo de 50% — ou 100% em domingos e feriados. Horas extras habituais integram férias, 13º e FGTS. Jornadas constantemente acima do limite geram direito a indenização mesmo com banco de horas.
Da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, a empregada não pode ser demitida sem justa causa — mesmo que a empresa (ou ela própria) não soubesse da gravidez na demissão. Demitida grávida, tem direito à reintegração ou à indenização de todo o período de estabilidade.
Só as faltas graves do art. 482 da CLT: desídia reiterada, insubordinação, abandono de emprego, improbidade, embriaguez em serviço, entre outras. A justa causa exige prova, proporcionalidade e imediatidade — punição aplicada semanas depois do fato ou sem gradação de penas costuma ser revertida na Justiça, com pagamento de todas as verbas.
Emissão da CAT (a empresa é obrigada; se não fizer, o sindicato, o médico ou você pode emitir), auxílio-acidentário pelo INSS, estabilidade de 12 meses após a alta, depósitos de FGTS durante o afastamento e, havendo culpa da empresa (falta de EPI, treinamento), indenização por danos morais e materiais.
Se há subordinação, pessoalidade, habitualidade e salário, existe vínculo de emprego disfarçado — a chamada "pejotização". A Justiça do Trabalho pode reconhecer o vínculo CLT e condenar a empresa a pagar FGTS, 13º, férias e verbas de todo o período, mesmo com contrato PJ assinado.
Sim, e muito. Tudo que é pago com habitualidade — comissões, gorjetas, prêmios — integra a remuneração e deve compor férias, 13º, FGTS e verbas rescisórias. Pagamento "por fora" pode ser provado por extratos, mensagens e testemunhas, e gera diferenças relevantes na Justiça.
Não tudo: você recebe saldo de salário, férias vencidas e proporcionais + 1/3 e 13º proporcional. O que se perde no pedido de demissão é o saque do FGTS, a multa de 40% e o seguro-desemprego. Se o pedido foi forçado por pressão da empresa, ele pode ser anulado judicialmente.
Jornadas acima de 6 horas garantem intervalo mínimo de 1 hora (máximo de 2h, salvo acordo diferente); entre 4 e 6 horas, o intervalo é de 15 minutos. A supressão total ou parcial do intervalo gera pagamento do período suprimido com adicional, e não apenas o tempo faltante.
Só com previsão em contrato ou acordo coletivo, e em caso de dolo (intenção) do empregado o desconto é livre. Quando o erro foi por culpa, sem intenção, o desconto depende de acordo prévio entre as partes — descontar unilateralmente sem essa previsão é ilegal.
Cabe em situações como humilhação pública, assédio moral ou sexual, revista íntima vexatória e atraso salarial reiterado e injustificado. O valor da indenização considera a gravidade, a repetição do fato e a capacidade econômica da empresa.
Você tem direito à indenização do período não cumprido ou não pago, projetado inclusive para férias, 13º e FGTS. O empregador tem 10 dias corridos após o fim do contrato para quitar todas as verbas rescisórias, incluindo o aviso.
Na regra geral pós-Reforma (EC 103/2019): mulheres aos 62 anos com 15 de contribuição; homens aos 65 com 20 (15 para filiados antes de 2019). Há regras de transição por pontos e pedágios para quem já contribuía — muitas vezes mais vantajosas. O cálculo certo exige análise do CNIS.
Conta. O trabalho rural em regime de economia familiar pode ser reconhecido mesmo sem contribuições, com provas da época: notas de produtor, contratos de parceria, certidões escolares e de casamento indicando profissão "lavrador", testemunhas. É um dos direitos mais negados — e mais revertidos na Justiça.
Quando fica comprovada incapacidade temporária para o trabalho por mais de 15 dias, com qualidade de segurado e carência de 12 contribuições (dispensada em acidentes e doenças graves). O pedido se faz pelo Meu INSS com atestados e laudos detalhados — e a negativa da perícia pode ser contestada.
Cônjuge/companheiro, filhos menores de 21 (ou inválidos) e, na falta deles, pais e irmãos dependentes. A duração para o cônjuge varia com a idade: vitalícia a partir dos 45 anos (do dependente na data do óbito); com menos idade, de 3 a 20 anos, exigidos 2 anos de casamento e 18 contribuições do falecido.
Vale quando há indícios concretos: vínculos fora do CNIS, tempo especial (insalubridade) não convertido, trabalho rural não computado ou erros de cálculo. O prazo é de 10 anos a contar do primeiro pagamento. Antes de qualquer ação, um cálculo comparativo mostra se a revisão realmente aumenta o benefício.
Pode ter. Quem perdeu o emprego mantém a qualidade de segurada por 12 meses ou mais (período de graça) — se o parto ocorrer dentro dele, o salário-maternidade é devido e pago diretamente pelo INSS. Também têm direito MEI, contribuinte individual e segurada facultativa com 10 contribuições.
É a do trabalhador exposto a agentes nocivos (ruído, químicos, biológicos) por 15, 20 ou 25 anos, comprovada por PPP e laudos da empresa. Mesmo quem não fecha o tempo todo em atividade especial pode converter os períodos e antecipar a aposentadoria comum. Vigias, motoristas, soldadores, frentistas e profissionais da saúde estão entre os que mais têm direito e não sabem.
Não. O recurso administrativo tem prazo de 30 dias, mas perdê-lo não impede a ação judicial — o direito ao benefício não prescreve enquanto durar a incapacidade ou os requisitos. Apenas as parcelas anteriores a 5 anos é que se perdem. Um novo requerimento administrativo também é sempre possível.
É um benefício assistencial de 1 salário mínimo para idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência, com renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo. Diferente de aposentadoria, não exige contribuição prévia ao INSS — apenas comprovação de necessidade.
Sim. Após deixar de contribuir, você mantém a qualidade de segurado por um período de graça (12 a 36 meses, conforme a situação). Perdido esse prazo, basta retomar as contribuições, mas alguns benefícios podem exigir nova carência mínima.
Cabe recurso administrativo em até 30 dias ou ação judicial com perícia própria, feita por médico de confiança do juízo. Laudos e exames detalhados, além de atestados que descrevam a limitação funcional (e não só o diagnóstico), costumam ser decisivos para reverter a negativa.
Tem. A contribuição do MEI, calculada sobre o salário mínimo, garante aposentadoria por idade e, complementando a alíquota até o teto do INSS, também aposentadoria por tempo de contribuição. A carência exigida é de 180 contribuições mensais.
O parcelamento rompido volta a ser cobrado com os acréscimos, e a execução fiscal pode prosseguir. Mas é possível reparcelar (às vezes com entrada), aderir a novos programas ou negociar transação tributária com descontos sobre multas e juros. O importante é agir antes da penhora.
Portadores de doenças listadas em lei (câncer, cardiopatia grave, Parkinson, esclerose múltipla, entre outras) têm isenção de IR sobre aposentadoria e pensão — mesmo que a doença tenha sido controlada. Quem pagou sem saber pode recuperar os últimos 5 anos, corrigidos.
Dá. O IPTU se baseia no valor venal — se ele está acima do valor real do imóvel, ou há erro de metragem e categoria, cabe impugnação administrativa e ação de revisão, com restituição dos últimos 5 anos. Imóveis com tombamento, APP ou limitações também podem ter redução.
É a negociação formal da dívida com a Fazenda (federal, estadual ou municipal, conforme o programa), com descontos que podem chegar a 65% sobre juros e multas e prazos alongados, conforme a capacidade de pagamento. É diferente de parcelamento comum — e exige análise de enquadramento.
Em regra, não — a pessoa jurídica responde por suas dívidas. O redirecionamento ao sócio exige abuso: dissolução irregular da empresa (fechar as portas sem baixa), fraude ou confusão patrimonial. Encerrar a empresa da forma correta é a melhor proteção do patrimônio pessoal.
É a ação que a Fazenda usa para cobrar dívida ativa (tributos, multas). A defesa se faz por embargos à execução (quando há penhora de bens) ou por exceção de pré-executividade, sem precisar garantir o juízo, quando o vício é claro — como prescrição ou erro na certidão de dívida.
Significa que há inconsistência entre os dados declarados e as informações que terceiros (empresas, bancos) enviaram à Receita. Normalmente basta retificar a declaração corrigindo o erro; ignorar a notificação é que pode levar a autuação com multa.
É o imposto municipal sobre a transmissão de imóveis, devido no momento da compra e venda. A alíquota varia conforme o município e incide sobre o valor de mercado do imóvel ou o valor da transação, prevalecendo o que for maior.
Sim. Existe o parcelamento comum (em geral até 60 meses) e programas especiais, como transações tributárias, com condições e descontos que variam conforme a época e o perfil do débito. A adesão costuma ser feita pelo portal e-CAC ou Meu INSS.
Incide multa mínima de R$ 165,74, além de 1% ao mês sobre o imposto devido, limitada a 20%. Além da multa, o CPF pode ficar irregular, dificultando financiamentos, abertura de conta e até a emissão de passaporte.
É devido pelos herdeiros ou legatários, com alíquota que pode chegar a 4% em São Paulo (variando conforme o estado), calculada sobre o valor dos bens transmitidos. O recolhimento costuma ocorrer durante o próprio processo de inventário.
Em regra sim — há responsabilidade por sucessão (art. 133 do CTN), salvo quando a aquisição ocorre em processo de falência ou recuperação judicial. Por isso, uma checagem de certidões e do histórico fiscal antes da compra é essencial para não herdar passivos.
Produtos não duráveis: 30 dias para reclamar; duráveis: 90 dias (CDC, art. 26). O fornecedor tem 30 dias para consertar; não resolvendo, você escolhe: troca, devolução do dinheiro corrigido ou abatimento do preço. Compras pela internet têm ainda direito de arrependimento em 7 dias.
Assistência material conforme a espera (comunicação a partir de 1h, alimentação após 2h, hospedagem após 4h com pernoite), reacomodação ou reembolso. Atrasos significativos, perda de conexão e extravio de bagagem costumam gerar também indenização por danos morais e materiais.
Peça a negativa por escrito — é seu direito. Negativas de urgência, tratamentos prescritos pelo médico e exames ligados a doenças cobertas são frequentemente consideradas abusivas pela Justiça, que concede liminares em poucos dias para obrigar a cobertura. Guarde relatórios médicos e protocolos.
O causador (ou o seguro dele) responde pelos danos: conserto, carro reserva, desvalorização e lesões. Registre boletim, fotografe tudo e reúna testemunhas. Sem acordo com a seguradora, a ação de reparação resolve — e o DPVAT/SPVAT cobre danos pessoais independentemente de culpa.
Muito. O fiador responde com o patrimônio pessoal pela dívida do afiançado — e, por exceção legal, até o bem de família do fiador de aluguel pode ser penhorado. Antes de assinar, entenda que a fiança pode durar até a entrega das chaves, mesmo após o prazo do contrato, se houver cláusula nesse sentido.
É fraude comum contra aposentados. Conteste no banco (guarde protocolo), registre boletim de ocorrência e reclame no Banco Central. Judicialmente, cabe cancelamento do contrato, devolução em dobro dos descontos e indenização por dano moral — os tribunais são rigorosos com bancos nesses casos.
Sim. A inscrição em cadastro de inadimplentes sem notificação prévia, ou por dívida já paga ou inexistente, gera dano moral presumido (a chamada Súmula 385 do STJ traz exceções para quem já tinha outra negativação legítima). Cabe pedido de exclusão e indenização.
Reclame primeiro com a loja ou plataforma, registrando protocolo, e leve o caso ao Procon ou a plataformas de reclamação. Sem solução, cabe ação no Juizado Especial Cível — até 20 salários mínimos sem necessidade de advogado, até 40 com advogado.
É a forma de adquirir a propriedade pela posse mansa, pacífica e ininterrupta por um prazo legal, que varia de 5 a 15 anos conforme a modalidade (urbana, rural, especial, ordinária). É preciso comprovar a posse com documentos, testemunhas e, quando possível, pagamento de impostos do imóvel.
Sim. Cobrança sem previsão contratual clara e sem sua autorização expressa é indevida. Cabe reclamação administrativa junto ao banco e ao Banco Central e, não resolvido, ação de repetição em dobro do valor cobrado indevidamente (art. 42 do CDC).
O caminho é gradual: conversa ou mediação, depois notificação formal, denúncia à polícia ou guarda municipal (perturbação do sossego é contravenção penal) e, persistindo, ação de obrigação de não fazer com multa diária em caso de descumprimento.
Depende da gravidade. Ofensas, xingamentos e acusações falsas contra a honra configuram dano moral indenizável. Já críticas duras, opiniões e avaliações negativas de produtos ou serviços, em regra, são protegidas pela liberdade de expressão e não geram indenização.
A recusa é infração gravíssima autônoma (art. 165-A do CTB): multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH por 12 meses — mesmo sem qualquer sinal de embriaguez. Não é crime, ao contrário de dirigir embriagado comprovado. O auto pode ser contestado por vícios formais como qualquer infração.
Depende da gravidade das infrações em 12 meses: 20 pontos com 2 ou mais gravíssimas; 30 pontos com 1 gravíssima; 40 pontos sem nenhuma gravíssima. Quem exerce atividade remunerada (EAR) só é suspenso com 40 pontos, independentemente da natureza das infrações.
Sim, por até 30 dias após o vencimento sem infração. Depois disso, dirigir com CNH vencida é infração gravíssima, com multa e retenção do veículo até apresentação de condutor habilitado. A renovação pode ser feita antes ou depois do vencimento, sem novo exame teórico ou prático.
Não é obrigatório: sem feridos, os envolvidos podem simplesmente trocar dados e acionar os seguros, registrando boletim eletrônico depois. Remova os veículos da pista (é infração não remover em acidente sem vítima). Com feridos, pare, sinalize e chame 192/190 — fugir agrava tudo.
Entre outros casos: radar sem aferição válida do Inmetro na data, ausência de sinalização de velocidade na via, notificação enviada fora do prazo de 30 dias, dados divergentes no auto (local, placa, veículo). Esses vícios são verificáveis nos documentos do processo administrativo — e fundamentam o recurso.
Indique o condutor real no prazo da notificação de autuação (formulário próprio, com assinatura de ambos). Perdido o prazo, os pontos vão para o proprietário — e, se o veículo é de empresa, incide a multa NIC (multiplicada). É um dos prazos mais importantes e mais perdidos do trânsito.
Sim. A CNH tem validade em todo o território nacional — não é necessário trocar o documento ao mudar de estado, apenas atualizar o endereço quando for renovar ou emitir a segunda via.
A dívida é inscrita em dívida ativa, pode gerar protesto em cartório e negativação, além de impedir o licenciamento anual do veículo. Parcelamento costuma ser possível diretamente com o órgão autuador (Detran, prefeitura ou PRF).
Pode. A defesa prévia e o recurso à JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) podem ser feitos pelo próprio condutor, sem exigência legal de advogado. O conhecimento técnico sobre os requisitos do auto de infração, porém, aumenta bastante as chances de êxito.
É aplicada em crimes de trânsito, como homicídio culposo ou embriaguez ao volante, além (e independentemente) da esfera administrativa. O prazo é fixado na sentença, e dirigir durante a suspensão configura novo crime.
Sim, até a comunicação de venda ser formalizada, o antigo proprietário responde solidariamente por multas e débitos gerados pelo novo dono. A comunicação deve ser feita em até 30 dias da venda para evitar esse risco.
A categoria remunerada (EAR) exige atenção redobrada: mesmo sem nenhuma infração gravíssima, a suspensão ocorre com 40 pontos em 12 meses — limite maior que o do motorista comum, mas ainda assim atingível rapidamente com o alto volume de quilometragem rodada.
Em regra, não: a responsabilidade é limitada ao capital social (LTDA, SLU). Exceções: dívidas trabalhistas e fiscais em caso de encerramento irregular, fraude, confusão patrimonial (misturar contas PF e PJ) — quando a Justiça aplica a desconsideração da personalidade jurídica. Separar as finanças é a proteção número 1.
Precisa — o contrato protege justamente quando a confiança acaba. Um contrato com objeto, prazo, valores, multa e assinado com 2 testemunhas é título executivo: em caso de calote, vai direto à execução, sem anos de discussão judicial sobre a existência da dívida.
Se houver subordinação, horário e pessoalidade, sim: a Justiça pode reconhecer vínculo CLT e condenar a empresa a pagar todos os direitos do período, com reflexos e multas. A pejotização válida exige autonomia real do prestador. Uma análise prévia do modelo de contratação custa muito menos que uma reclamação trabalhista.
Se a marca importa para o seu negócio, sim. O registro no INPI dá exclusividade nacional por 10 anos renováveis; sem ele, um concorrente pode registrar primeiro e impedir você de usar o próprio nome — inclusive obrigando a trocar fachada, embalagens e redes sociais. O CNPJ e o domínio do site não protegem a marca.
Existem várias, em escala: renegociação estruturada com credores, transação tributária para dívidas fiscais, e, para crises mais graves, a recuperação judicial ou extrajudicial — que suspende cobranças e impõe um plano de pagamento. Quanto antes o diagnóstico, mais alternativas existem antes da falência.
MEI: faturamento anual até R$ 81 mil e no máximo 1 funcionário. ME: até R$ 360 mil. EPP: até R$ 4,8 milhões. Cada categoria tem obrigações fiscais, contábeis e trabalhistas diferentes — o enquadramento errado pode gerar autuação e perda de benefícios do Simples Nacional.
Operar sem CNPJ deixa o patrimônio pessoal exposto sem qualquer separação, impede a emissão de nota fiscal e dificulta o acesso a crédito. Mesmo negócios pequenos ganham proteção e credibilidade com a formalização, especialmente pelo MEI, de custo baixo e processo simples.
É válida quando limitada em tempo (em geral de 2 a 5 anos), espaço geográfico e tipo de atividade, normalmente vinculada a uma contraprestação financeira. Cláusulas genéricas, perpétuas ou sem qualquer limite costumam ser anuladas pela Justiça por restringirem demais a liberdade de trabalho.
Pode ser consensual, por distrato assinado por todos, ou judicial, por meio de dissolução parcial com apuração de haveres. Um sócio pode se retirar sem encerrar a empresa, recebendo o valor correspondente à sua quota, calculado conforme o contrato social ou avaliação judicial.
Cabe protesto em cartório, cobrança extrajudicial direta e, sem pagamento, ação de execução — o cheque é título executivo, o que agiliza a cobrança. Se já prescrito o prazo de execução (6 meses do vencimento), ainda é possível ação monitória ou de cobrança comum.
Pode proteger bens de riscos futuros do negócio e organizar a sucessão com custos de inventário menores, quando bem estruturada e sem fraude a credores já existentes. É uma ferramenta de planejamento — exige análise do patrimônio e da situação familiar antes de ser criada.
Sim, mediante notificação formal e comprovação do descumprimento — falta de suporte prometido, quebra de exclusividade territorial ou problemas no fornecimento, por exemplo. Conforme a gravidade, cabe rescisão com indenização e devolução de valores pagos à franqueadora.
A ação de despejo por falta de pagamento permite liminar em alguns casos e costuma correr rápido: o inquilino é citado e pode pagar o débito (purgar a mora) ou desocupar. Com contrato sem fiador ou garantia, a liminar de desocupação em 15 dias é possível. A cobrança dos aluguéis corre junto.
Vale entre as partes — mas não transfere a propriedade, que só se adquire com registro na matrícula. O comprador de gaveta fica exposto a dívidas e penhoras em nome do vendedor. A regularização (escritura + registro, ou usucapião quando cabível) transforma o "direito de papel" em propriedade real.
Apenas UMA: caução (máximo 3 aluguéis), fiador, seguro-fiança ou cessão de aplicação. Exigir mais de uma garantia ao mesmo tempo é contravenção. E a caução em dinheiro deve ser devolvida corrigida ao fim da locação, descontados débitos comprovados.
Primeiro, um levantamento topográfico para provar a invasão. Depois, notificação extrajudicial e, sem acordo, ação demolitória ou de reintegração — invasões recentes (menos de ano e dia) têm rito mais rápido. Deixar o tempo passar é perigoso: invasões antigas podem gerar usucapião a favor do vizinho.
Pode ser um ótimo negócio, com deságios reais — desde que com análise prévia do edital e da matrícula: dívidas que acompanham o imóvel, ocupação (a desocupação pode exigir ação), penhoras e vícios do leilão. O risco não está no leilão em si, mas em arrematar sem essa diligência.
Matrícula atualizada no cartório, certidões negativas de ônus e de ações contra o vendedor, situação de IPTU e condomínio, e regularidade da construção junto à prefeitura (habite-se). Pular essa checagem é a causa mais comum de problemas depois da compra.
Pequenas manutenções e melhorias reversíveis, sim. Reformas estruturais exigem autorização prévia — sem ela, o locador pode exigir a volta ao estado original ao final do contrato ou indenização pelos custos de desfazer a obra.
A cláusula de tolerância (em geral até 180 dias) é considerada válida pelos tribunais. Ultrapassado esse prazo, cabe multa contratual, indenização por lucros cessantes (equivalente ao aluguel que você deixou de receber) e, em atrasos muito longos, até rescisão com devolução integral dos valores pagos.
Pode, desde que a proibição esteja prevista na convenção, aprovada em assembleia. Sem previsão expressa, a restrição é discutível e costuma depender de interpretação sobre o uso residencial ou comercial da unidade, podendo gerar disputa judicial entre condôminos.
Sim. Sem o registro do parcelamento na matrícula do imóvel, não há transferência legal da propriedade, mesmo com o pagamento quitado. Cabe pedir a regularização fundiária administrativa ou ação judicial contra o loteador para assegurar o direito ao imóvel.
Pode, com anuência do banco: por transferência do financiamento (assunção de dívida pelo comprador, sujeita à análise de crédito) ou por quitação antecipada, muitas vezes com desconto de juros, para viabilizar a venda com o imóvel livre de ônus.
Sim. A Lei do Inquilinato garante ao locatário o direito de preferência: o proprietário deve notificá-lo por escrito com as condições da venda, e o inquilino tem 30 dias para decidir. Vendido a terceiro sem essa notificação, o inquilino pode requerer a anulação da venda ou perdas e danos.
Podem — e com vantagens legais: a LC 123/2006 garante desempate ficto (cobrir a melhor proposta), prazo para regularizar pendências fiscais só na hora de assinar o contrato, e licitações exclusivas para ME/EPP até R$ 80 mil. Muitas prefeituras da região têm disputas com pouquíssimos concorrentes.
CNPJ com atividade compatível, certidões negativas em dia (federal, estadual, municipal, FGTS, trabalhista), cadastro nos portais de compras usados pela região e leitura atenta de cada edital. O básico se monta em poucas semanas — a curva de aprendizado está em interpretar edital e formar preço.
É um "contrato em espera": a empresa vence a licitação e registra seus preços por até 1 ano (prorrogável), e o órgão compra conforme a necessidade, sem garantia de quantidade mínima. Outros órgãos podem "pegar carona" na ata. É a porta de entrada mais comum para quem começa a licitar.
A Lei 14.133 impõe ordem cronológica de pagamentos e juros por atraso. Os caminhos: requerimento administrativo formal, comunicação ao Tribunal de Contas e ação de cobrança — que costuma ser eficaz, pois gera precatório ou sequestro de verbas em caso de quebra da ordem. Não pagar não é opção da administração; é ilegalidade.
Ela substitui gradualmente a Lei 8.666/93 e a Lei do Pregão, trazendo novas modalidades como o diálogo competitivo e a contratação integrada, além de regras mais claras sobre planejamento, gestão de riscos e prazos contratuais mais flexíveis conforme o objeto.
Pode. Qualquer cidadão ou potencial licitante pode impugnar o edital dentro do prazo nele previsto, apontando cláusulas que direcionem a disputa a um fornecedor específico ou exijam requisitos desproporcionais ao objeto contratado.
É a etapa de verificação dos documentos de regularidade jurídica, fiscal, trabalhista, técnica e econômico-financeira. Os erros mais comuns são certidões vencidas, atestados de capacidade técnica insuficientes e balanços fora do padrão exigido no edital.
Em regra o prazo é preclusivo e não pode ser reaberto. Mas irregularidades graves e flagrantes no processo ainda podem ser levadas ao Tribunal de Contas ou ao Judiciário, especialmente se ferirem princípios básicos da licitação, como a isonomia entre concorrentes.
É permitida quando prevista no edital e no contrato, dentro do limite estabelecido — mas a empresa vencedora continua integralmente responsável perante o órgão público, mesmo pelos serviços executados pela subcontratada.
É uma penalidade grave que impede a empresa de contratar com toda a Administração Pública pelo prazo fixado, que pode chegar a alguns anos conforme a lei aplicável. Cabe defesa administrativa antes da aplicação e, se a penalidade for ilegal ou desproporcional, ação judicial para anulá-la.
Por meio do reequilíbrio econômico-financeiro, com base na teoria da imprevisão: é preciso um requerimento fundamentado e documentado ao órgão contratante, demonstrando o impacto real dos custos para restabelecer a equação inicial do contrato.
Pode, por meio de consórcio, quando essa possibilidade estiver prevista no edital. A união permite somar capacidade técnica e econômica entre as empresas — útil especialmente em objetos de grande porte, difíceis de serem cumpridos por uma pequena empresa sozinha.
É o benefício do regime semiaberto para visitar a família em datas especiais, estudar ou trabalhar, concedido a quem cumpriu 1/6 da pena (primário) e tem bom comportamento. Alterações legais recentes restringiram as "saidinhas" para visita à família em condenados por crime com violência — cada caso exige análise da lei aplicável na data do crime.
Sim — é a remição: 1 dia de pena a menos a cada 3 dias trabalhados, e 1 dia a cada 12 horas de estudo. A leitura também remite em muitos estados (até 4 dias por livro, com resenha). Os dias remidos precisam ser declarados pelo juiz — e frequentemente não são computados sem requerimento da defesa.
É cumprir o restante da pena em liberdade, sob condições (comparecimento em juízo, endereço fixo), após 1/3 da pena (primário com bons antecedentes), metade (reincidente) ou 2/3 (hediondo, se não reincidente específico). Descumprir as condições pode revogar o benefício e devolver a pessoa ao cárcere.
Familiares e, conforme o regulamento do presídio, amigos cadastrados: o cadastro de visitante se faz na unidade prisional com documentos (RG, comprovante de residência, foto, e certidões, conforme o estado). Companheira sem casamento formal pode cadastrar comprovando a união. A visita é direito do preso — restrições ilegais podem ser questionadas na VEC.
Em situações específicas: mães de crianças até 12 anos ou pessoa com deficiência, condenados com doença grave comprovada, maiores de 70 anos, gestantes — e no regime aberto, quando não há casa do albergado na comarca (situação comum na região). Com tornozeleira ou sem, depende da decisão do juiz da execução.
É a passagem do regime mais rigoroso para um mais brando (fechado → semiaberto → aberto), exigindo o cumprimento de uma fração da pena — que varia de 16% a 70%, conforme o crime e a reincidência — além de comportamento carcerário adequado, atestado pela direção do presídio.
É o retorno a um regime mais rigoroso, por falta grave (fuga, posse de celular, agressão) ou nova condenação durante o cumprimento da pena. A regressão exige oitiva prévia do preso, garantindo o contraditório antes da decisão do juiz da execução.
Sim, é um direito regulamentado internamente por cada unidade prisional, mediante cadastro prévio do parceiro ou parceira e cumprimento das normas de segurança do estabelecimento. Companheira ou companheiro sem casamento formal também pode se cadastrar, comprovando a relação.
Cabe comunicar a Defensoria Pública, o juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC) ou a corregedoria do sistema penitenciário. Casos mais graves podem ser levados também ao Ministério Público e à ouvidoria específica, que apuram e podem determinar providências urgentes.
A extinção ocorre automaticamente ao final do cumprimento, mas depende de uma certidão formal do juízo da execução. O próprio interessado pode e deve requerer essa declaração, essencial para regularizar seus antecedentes criminais.
É o desconto, na pena que ainda falta cumprir, do tempo em que a pessoa já ficou presa provisoriamente (em flagrante ou preventiva) ou internada. Evita que o mesmo período de privação de liberdade seja contado duas vezes contra o condenado.
Não mais de forma automática para todos os casos. Ele pode ser exigido para crimes hediondos ou por decisão fundamentada do juiz que aponte necessidade concreta, mas deixou de ser exigência genérica em toda progressão, conforme entendimento consolidado do STJ.

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