Direito de Família

Investigação de paternidade: como funciona o exame de DNA judicial

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 · Dr. Paulo Henrique — OAB/SP 530.894

Quando não há reconhecimento voluntário da paternidade, a ação de investigação de paternidade é o caminho judicial para estabelecer o vínculo — com efeitos em nome, herança, guarda e pensão alimentícia.

Como funciona o processo

Ajuizada a ação, o juiz determina a coleta de material genético das partes (mãe, filho e suposto pai) para exame de DNA em laboratório credenciado. O resultado tem confiabilidade estatística próxima de 100% tanto para confirmar quanto para excluir a paternidade.

Recusa em fazer o exame: a Súmula 301 do STJ estabelece que a recusa injustificada do suposto pai em se submeter ao DNA gera presunção relativa de paternidade — ou seja, pode ser suficiente, somada a outras provas, para reconhecer o vínculo mesmo sem o exame.

Efeitos do reconhecimento

Pensão retroativa

Em regra, os alimentos são devidos desde a citação na ação — por isso não vale esperar para agir: quanto antes o processo começa, mais cedo esse marco é fixado.

Dr. Paulo Henrique Silva Antonio
Dr. Paulo Henrique Silva Antonio
OAB/SP 530.894 — PSA Advocacia · Lins/SP

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